+1.000.000 de refeições servidas · 50% OFF Trial + 20% OFF vitalício · Trial de 14 dias · Real food made simple

Guia

Otite no cão: sinais, causas e quando a alimentação conta

Abanar a cabeça, coçar a orelha, um cheiro diferente. A otite é das razões mais comuns de ida ao veterinário e, quando volta uma e outra vez, quase sempre há outra coisa por trás. Eis como a reconhecer e o que fazer em cada caso.

Dachshund deitado no chão da sala, de orelhas caídas, ao lado de uma caixa Benny.
Orelhas caídas, como as das raças com mais tendência para otites.

O canal auditivo do cão tem a forma de um L: desce na vertical e depois dobra para dentro, em direção ao tímpano. É um desenho que protege, mas que também retém humidade, cera e calor. Junte-lhe orelhas caídas ou muito pelo dentro do canal e tem o ambiente ideal para bactérias e leveduras se multiplicarem.

É por isso que a otite externa, a inflamação desse canal, é tão comum. A boa notícia é que, apanhada cedo, costuma resolver-se bem. A menos boa é que tende a voltar se ninguém olhar para o que a está a provocar.

Os sinais a que deve estar atento

Os cães não se queixam, mas mostram. Estes são os sinais mais frequentes, por ordem de urgência:

SinalO que pode querer dizerQuando agir
r1Abana a cabeça e coça a orelha com mais frequênciaDesconforto ou comichão no canalObservar 1–2 dias
r2Cheiro intenso, cera escura ou amareladaInfeção por bactérias ou leveduras (Malassezia)Marcar consulta
r3Orelha vermelha, quente ou dorida ao toqueInflamação ativaMarcar consulta
r4Abanar súbito e insistente depois de um passeio no campoPossível pragana dentro do canalNo próprio dia
r5Cabeça inclinada, perda de equilíbrio, olhos a mexerPossível envolvimento do ouvido médio ou internoUrgente
r6Pavilhão da orelha inchado como uma almofadaOtohematoma, muitas vezes por abanar demasiadoNo próprio dia

Porque é que os cães têm otites

Os veterinários costumam separar as causas em três grupos. Ajuda a perceber porque é que tratar só a infeção nem sempre chega.

Causas de fundo

  • Alergias. A dermatite atópica (alergia a ácaros do pó, pólenes) e a alergia alimentar estão entre as causas mais comuns de otite recorrente. Muitas vezes vêm acompanhadas de comichão nas patas, na barriga ou à volta dos olhos.
  • Ácaros do ouvido. Mais frequentes em cachorros e em casas com gatos. São contagiosos entre animais.
  • Corpos estranhos. Em Portugal, as praganas são o caso clássico entre a primavera e o fim do verão.
  • Alterações hormonais, como o hipotiroidismo, que mudam a pele e a produção de cera.

Fatores que facilitam

  • Orelhas caídas e pesadas, como no Cocker Spaniel, no Basset Hound ou no Labrador.
  • Canais estreitos ou com muitas pregas, como no Bulldog Francês, no Pug e no Shar Pei.
  • Humidade: banhos, praia, piscina e orelhas que ficam molhadas.
  • Limpezas a mais, que irritam a pele do canal.

O que mantém o problema

Com inflamação repetida, a pele do canal engrossa e o canal estreita. Bactérias e leveduras instalam-se com mais facilidade e a otite passa a voltar mesmo depois do tratamento. Por isso o veterinário insiste em tratar até ao fim, mesmo quando os sinais já desapareceram.

Quando a alimentação conta

Uma otite isolada, depois de um banho no rio ou de uma pragana, raramente tem a ver com comida. A alimentação passa a contar quando a otite volta. Nos cães com alergia alimentar, as orelhas são muitas vezes o primeiro sítio onde o problema aparece, e por vezes o único.

Sinais de que a comida pode estar envolvida

  • Duas ou mais otites no mesmo ano, mesmo depois de tratamentos bem feitos.
  • As duas orelhas afetadas ao mesmo tempo.
  • Comichão também nas patas, na barriga, à volta dos olhos ou na zona do ânus.
  • Sinais o ano inteiro, sem melhorar no inverno ou piorar só na primavera (o que apontaria mais para pólenes).
  • Fezes moles, gases ou mais idas à rua do que o normal.

Como se confirma: a dieta de eliminação

Não há análise ao sangue nem teste de pelo fiável para alergia alimentar em cães. A forma de confirmar é uma dieta de eliminação, sempre combinada com o veterinário:

  1. 01Escolher a dietaUma proteína que o cão nunca comeu antes, ou uma dieta hidrolisada prescrita pelo veterinário.
  2. 02Dar só isso durante cerca de oito semanasSem biscoitos, ossos, restos da mesa nem medicamentos com sabor. Um único snack pode estragar o teste.
  3. 03AvaliarSe as orelhas e a comichão melhorarem, a comida antiga volta à taça durante uns dias. Se os sinais regressarem, está confirmado.
  4. 04Escolher a alimentação de longo prazoSem o ingrediente que provoca a reação.

O que pode fazer já, no dia a dia

  • Saber exatamente o que o seu cão come. Prefira rótulos onde a proteína animal está identificada pelo nome (frango, peru), e não escondida em «carnes e subprodutos animais».
  • Reduzir a variedade sem necessidade. Trocar de marca, sabores e snacks a toda a hora torna impossível perceber o que causa uma reação.
  • Apontar tudo. Quando muda a comida, os snacks ou os produtos de limpeza das orelhas, registe a data. É a informação mais útil que pode levar à consulta.

Na Benny, cada receita junta uma proteína animal identificada com vegetais, vitaminas e minerais, e o rótulo diz tudo o que está lá dentro. Para saber o que procurar num rótulo, veja o guia Como ler o rótulo da comida do seu cão.

O que fazer em casa (e o que evitar)

Ajuda
  • Secar bem as orelhas depois do banho, da praia ou da chuva, com uma toalha macia e apenas na parte visível.
  • Limpar só quando necessário, com um produto de limpeza auricular recomendado pelo veterinário.
  • Ver as orelhas uma vez por semana: cor, cheiro, quantidade de cera. Assim percebe depressa quando algo muda.
  • Depois de passeios no campo, passar a mão pelas orelhas e entre os dedos à procura de praganas.
Evite
  • Cotonetes dentro do canal. Empurram a cera e a sujidade para o fundo e podem ferir o tímpano.
  • Água oxigenada, vinagre, álcool ou óleos caseiros. Irritam a pele e podem ser perigosos com o tímpano perfurado.
  • Gotas que sobraram de um tratamento anterior. A otite de hoje pode ter outra causa e o tímpano tem de ser avaliado antes.

Quando ir ao veterinário

Marque consulta sempre que houver cheiro, secreção, dor ou vermelhidão, e vá no próprio dia se suspeitar de uma pragana ou se o cão inclinar a cabeça ou perder o equilíbrio. Na consulta, o veterinário observa o canal com um otoscópio, confirma se o tímpano está íntegro e, muitas vezes, analisa uma amostra da cera ao microscópio para saber se o problema são bactérias, leveduras ou ácaros. Com isso escolhe o tratamento certo.

Se for a segunda ou terceira otite do ano, leve uma lista do que o seu cão come, incluindo snacks. É a informação mais útil para começar a procurar a causa.

Perguntas frequentes

A otite passa sozinha?
Raramente. Uma irritação ligeira pode acalmar, mas uma infeção instalada costuma precisar de tratamento. Esperar demasiado aumenta o risco de o canal ficar mais estreito e de a otite voltar.
A otite é contagiosa?
A otite causada por bactérias ou leveduras não passa de um animal para outro. A causada por ácaros do ouvido passa, por isso nesse caso o veterinário pode tratar todos os animais da casa.
Um cão com otite pode comer Benny?
Sim. Se estiver a fazer uma dieta de eliminação prescrita, fale primeiro com o veterinário, porque nessa fase o cão deve comer apenas o que ele indicar.
Há raças com mais tendência para otites?
Sim. Raças de orelhas caídas (Cocker Spaniel, Basset Hound, Labrador) e de canais estreitos ou com pregas (Bulldog Francês, Pug, Shar Pei) têm mais episódios. Raças com tendência para alergias, como o West Highland White Terrier, também.
Depois de ler o rótulo

Veja o que está no plano do seu cão.

Três perguntas, e mostramos as receitas, as porções e o preço estimado por dia.